Vamos falar sobre o que ninguém quer falar

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Imagem: Edgar Degas, Jovens Espartanas (1860)

Nas artes, mulheres com tesão costumam se dar mal. Sem trocadilho. Na literatura, no cinema, na música. Veja os romances do século XIX, obcecados pela infidelidade. Neles, as mulheres sexualmente vivas ou morrem ou enlouquecem (e depois morrem). Madame Bovary, Anna Karenina, O crime do padre Amaro, a lista é longa. No filme Ninfomaníaca, de Lars von Trier, a personagem pratica uma miríade de atividades sexuais com dezenas de homens, mas o que fecha a tampa do caixão não são as preliminares da dupla penetração e, sim, o abandono do lar pela ninfa que, em nome do prazer, larga a família com criança e tudo pra perseguir o gozo. O que de pior uma mulher pode fazer além de abandonar a prole? Matá-la, talvez. Já quando um homem abandona a cria nem fofoca de bairro vira mais. É vida que segue. E o que dizer da pobre e maldita Geni, do Chico Buarque? Se fu. Claro. Deu pra geral e levou pedradas e cusparadas.

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