Cada um tem o vizinho chato que merece

“Give a man a reputation as an early riser and he can sleep ’til noon*.”
(Mark Twain)
*
Um homem com a reputação de cedo madrugar
pode dormir até o meio-dia

Dizem que se você não tem um vizinho chato, o vizinho chato é você. E eu não quero ser a vizinha chata, mas essa é a enésima vez que ouço esse barulho no teto. Como se tivesse uma moeda ou bolinha rolando no chão. Sempre de manhã. Será que é um cachorro ou um gato brincando com uma bola de gude?, o pensamento me ocorre quando sou acordada, logo depois da impaciência se instalar. Mas aí para. E eu volto a dormir. Deixo pra lá. Hoje, no entanto, resolvi agir. São 8h44 quando chamo na portaria do prédio; há 400 apartamentos aqui e um clima de apart hotel. Ninguém se conhece. A Tatiane disse que iria mandar alguém lá pra ver o que era. Deito novamente, e o barulho para. Sinto um alívio que começa a virar sonho. Delírio.

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A vida noturna é um rito de passagem

Convenhamos: a vida cotidiana de um humano de classe média, no século 21, em ambientes urbanos é, na maior parte do tempo, previsível e ordinária. Não estou aqui pleiteando que não haja glória nas pequenas alegrias do dia-a-dia. Sou uma entusiasta da hora de ir dormir lendo um livro, de sentir o cheiro do café de manhã (ou de tarde, dependendo da sua rotina), de ir à feira sob o sol de inverno, de andar de bicicleta na ciclovia da Paulista, de ouvir o barulho da rolha saindo da garrafa de vinho (suspiros). Mas e os momentos épicos? As reviravoltas na trama? O imprevisível e o improviso? As soluções engenhosas pra problemas inesperados?

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