O tempo das coisas

Nosso século, que tanto fala de economia,
é um esbanjador:
esbanja o mais precioso, o espírito.
Friedrich Nietzsche

Quando você vai preparar um chá, tem o tempo de fervura da água, o momento da infusão, a espera pelo resfriamento e só então a ingestão da bebida. Não dá pra mudar a ordem dos fatores nem o tempo que cada um deles demanda. A água só vai ferver a 100oC, a erva precisa de alguns minutinhos na água quente pra ser infundida e se você não esperar esfriar vai queimar a língua. As coisas têm seu tempo. E embora os tempos hoje sejam de afobação, o chá ainda toma o tempo que toma pra ficar pronto. E tudo indica que vai continuar sendo assim. Saber disso, no corpo e na alma, é o que eu chamo de sabedoria.

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Conto e ouço histórias; logo, existo

No mês passado ouvi um podcast novo chamado “S-Town” (em inglês). Foram sete episódios de 1 hora de duração cada, todos lançados de uma só vez, como uma série da Netflix. Dá pra ouvir tudo numa sentada só ou ir degustando aos poucos. Só que é um programa de não-ficção pra rádio. De altíssimo nível, a propósito, tanto editorial quanto de produção e narração. Entrevistas são entrecortadas por músicas, com uma harmônica edição de som e, sobretudo, há ritmo. A história guarda um mistério e, portanto, a ordem em que as informações são apresentadas e por quanto tempo sustenta-se o suspense são elementos fundamentais. Caso contrário, o ouvinte perderia o interesse, faria outra coisa, não ouviria o resto. Como um leitor que se entendia com um thriller mal-escrito.

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Uzyna Oficina

 

 

Photos by Maria Bitarello
Novembro 2015 @ Teatro Oficina Uzyna Uzona
Canon AE-1, Ilford Delta 3200
Ensaios de “Mistérios Gozósos”, a partir do
“Santeiro do Mangue”, de Oswald de Andrade.

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